Mostrando postagens com marcador Patrimônio Histórico. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Patrimônio Histórico. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Descobertas Arqueológicas - Egito - História - 6º ano

Queridos alunos,

Segue abaixo a reportagem que comentei com vocês em sala sobre as novas descobertas arqueológicas no Egito. As descobertas são tema de um documentário da BBC Epypt' s Lost Cities. Infelizmente, por ser recente o mesmo ainda não foi traduzido para o português. Mas, como eu sei que a curiosidade de vocês é grande, segue o link da BBC News (em inglês) que mostra algumas fotos, e também, um trecho do documentário: 
http://www.bbc.co.uk/news/world-13522957
Abaixo a reportagem em português! Boa leitura!
Prof. Cynthia 
Imagens de satélite ajudam a encontrar 17 pirâmides no Egito


Pirâmide no sítio arqueológico de Saqqara

Duas das pirâmides descobertas estão no sítio arqueológico de Saqqara
Uma avaliação de imagens do Egito feitas por satélite usando raios infravermelhos identificou 17 pirâmides perdidas, além de mais de mil tumbas e 3 mil assentamentos antigos enterrados. Escavações iniciais confirmaram algumas das descobertas, incluindo duas possíveis pirâmides.
A técnica pioneira foi desenvolvida pela arqueóloga Sarah Parcak em um laboratório patrocinado pela Nasa no Alabama, nos Estados Unidos.
Parcak se diz impressionada com o quanto sua equipe encontrou. “Fizemos pesquisas intensas por mais de um ano. Eu podia ver os dados conforme eles iam aparecendo, mas para mim o momento-chave foi quando dei um passo para trás e olhei tudo o que havíamos encontrado. Não podia acreditar que pudéssemos localizar tantos locais no Egito”, disse.
A equipe analisou imagens de satélites que viajam a uma órbita a 700 quilômetros da Terra, equipados com câmeras tão potentes que poderiam identificar objetos com menos de um metro de diâmetro sobre a superfície da Terra.
As descobertas são tema do documentário da BBC Egypt’s Lost Cities (As cidades perdidas do Egito) que vai ao ar na Grã-Bretanha na próxima segunda-feira.

Escavações de teste

As imagens com raios infravermelhos foram usadas para destacar materiais diferentes debaixo da superfície.
Os egípcios antigos construíram suas casas e estruturas com tijolos de barro, que são mais densos que o solo em seu entorno, tornando possível a identificação de casas, templos e tumbas.“Isso nos mostra como é fácil subestimar tanto o tamanho como a escala dos assentamentos humanos antigos”, diz Parcak.
Para ela, ainda há muito mais a ser descoberto. “Esses são somente os locais próximos à superfície. Há muitos milhares de locais adicionais que foram cobertos com lama trazida pelo rio Nilo. Esse é só o começo desse tipo de trabalho”, diz.
As câmeras da BBC acompanharam Parcak em sua “nervosa” viagem ao Egito para acompanhar as escavações de teste para verificar se sua técnica podia realmente identificar construções debaixo da superfície.
Ela visitou uma área no sítio arqueológico de Saqqara, a cerca de 30 quilômetros do Cairo, onde as autoridades locais não pareciam inicialmente interessadas em suas pesquisas.
Mas após serem informados pela arqueóloga que ela havia visto duas pirâmides em potencial, eles realizaram escavações de teste e agora acreditam que é um dos sítios arqueológicos mais importantes do Egito. Parcak disse que “o momento mais excitante foi visitar as escavações em Tanis”.
“Eles haviam escavado uma casa de 3 mil anos que as imagens dos satélites haviam mostrado, e o desenho da estrutura casa quase perfeitamente com as imagens do satélite. Isso foi uma comprovação de nossa técnica”, afirma.
Entre outras coisas, as autoridades egípcias planejam usar a tecnologia para ajudar a proteger as antiguidades do país no futuro.
Durante os recentes protestos populares que derrubaram o regime do presidente Hosni Mubarak, houve casos de saques em sítios arqueológicos conhecidos.“Podemos dizer pelas imagens que uma tumba de um período particular foi saqueada e podemos alertar a Interpol para prestar atenção nas antiguidades daquele período e que podem ser oferecidas para venda”, diz.
Ela também espera que a nova tecnologia ajude a interessar pessoas jovens na ciência e que possa ser uma ferramenta importante para os arqueólogos no futuro. “Isso vai permitir que sejamos mais focados e seletivos no nosso trabalho. Diante de um sítio enorme, você normalmente não sabe por onde começar”, observa.

Fonte: http://www.bbc.co.uk/portuguese/ciencia/2011/05/110525_egito_imagens_satelite_piramides_rw.shtml, acesso em 24/06/11 às 13:47.

domingo, 19 de junho de 2011

Taj Mahal - Índia - História - 6º ano - Curiosidade

Queridos alunos segue uma curiosidade sobre a Índia. O Taj Mahal foi eleito uma das 7 maravilhas do mundo moderno.

Espero que vocês gostem !

Bjos Profª Cynthia

Considerado como uma das mais importantes construções da História da Humanidade, o Taj Mahal tem por de trás de suas edificações uma impressionante história. Durante o governo do imperador mongol Shah Jahan, houve um período de grande prosperidade material na Índia, sendo que os recursos acumulados durante esse governo permitiram a construção de vários jardins e edifícios. Na condição de monarca, Shah Jahan tinha várias esposas, mas Aryumand Banu Begam era, sem dúvida, a mais amada.

A sua predileção por Aryumand era tanta, que passou a chamá-la pelo nome de Mumtaz Mahal, ou seja, “a eleita do palácio”. Entretanto, a relação afetuosa entre Mumtaz e Shah chegou ao fim quando a esposa preferida não sobreviveu ao parto de seu décimo quarto filho. Desolado com a perda de sua amada, o poderoso rei ordenou a construção de um enorme mausoléu que deveria abrigar o corpo de sua amada e, ao mesmo tempo, simbolizar o amor do rei à sua falecida esposa.

Nos vinte e dois anos seguintes à morte de Mumtaz Mahal, o rei não poupou esforços para que sua homenagem póstuma fosse devidamente concluída. Durante vinte e dois anos, mais de 20 mil trabalhadores foram empregados na construção do Taj Mahal, nome dado à construção, que significa “a coroa do lugar”. Entre os materiais empregados na construção podemos destacar o uso de pesados blocos de mármore da Índia, ametistas persas, safiras do Ceilão, cristal e jade chineses, pedra turquesa tibetana e o Lápis - Lazuli do Afeganistão.

Em 1657, apenas cinco anos antes do palácio ser finalmente concluído, o imperador Shah Jahan adoeceu e perdeu seu posto imperial para seu filho Aurangzeb. Durante o tempo em que ficou enfermo, Shah observava o Taj Mahal e relembrava os dias felizes que teve ao lado de sua amada. Com a sua morte, em 1666, o antigo monarca foi enterrado ao lado de sua esposa predileta. Segundo estudiosos, o gasto com a dispendiosa prova de amor acabou marcando o declínio da dominação mongol na Índia.

Atualmente, o Taj Mahal representa uma das mais belas provas de amor já conhecidas. Além disso, a complexidade de seu traçado arquitetônico coloca esse mausoléu ao lado das mais perfeitas construções já realizadas pelo homem. Sua impressionante simetria arquitetônica marca a construção de seus portões, jardins e os túmulos que abrigam os corpos de Mumtaz e Shah. Relatos ainda sugerem que, na verdade, Shah construiria um Taj Mahal Negro ao lado do mausoléu em mármore branco de sua esposa.

No século XIX, o poderio britânico na Índia colocou em sério risco a preservação do monumento devido à depredação realizada pelos oficiais ingleses e as rebeliões hindus. No século seguinte, os ingleses realizaram um projeto de restauração e proteção do monumento. No ano de 1993, o Taj Mahal foi considerado um patrimônio da humanidade e, com isso, a preocupação com sua conservação tornou-se responsabilidade de diversos historiadores, arquitetos e restauradores.


Texto adaptado